Cheiro de cachorro quente entrando pela janela! Quem é que anda cozinhando as cinco da tarde eu não sei, mas a larica bateu forte. Oh, materialização instantânea, por que não te inventaram?
- Mood:
good - Music:hot dog - led zeppelin
Ah, chuva, forte e incessante; atravessou todas as estações deste ano, alagou inúmeras vezes a cidade, estragou inúmeros dias que poderiam ser bonitos.
Mas hoje a chuva vem e tudo bem, não tenho esperanças sequer de ir a padaria na outra quadra. É recém segunda, e eu sinto como se um mês inteiro tivesse passado.
Mas hoje a chuva vem e tudo bem, não tenho esperanças sequer de ir a padaria na outra quadra. É recém segunda, e eu sinto como se um mês inteiro tivesse passado.
- Mood:
tired
Quando outubro chega, parece que não há mais nada a se fazer além de esperar o ano acabar.
Eu mesma tenho desejado que o dia possua mais horas, porque as já existentes não são suficientes para se trabalhar E viver; tenho bebido (muito) mais café do que o habitual e desejo (fortemente) que os finais de semana nunca mais acabem, para que eu não tenha de encarar a segunda feira - outra vez, e outra vez...
Eu mesma tenho desejado que o dia possua mais horas, porque as já existentes não são suficientes para se trabalhar E viver; tenho bebido (muito) mais café do que o habitual e desejo (fortemente) que os finais de semana nunca mais acabem, para que eu não tenha de encarar a segunda feira - outra vez, e outra vez...
- Mood:
busy - Music:Blue Oyster Cult - Shooting Shark
I was given just one wish...
Neste deslocado inverno, o frio se instala dentro de mim e não quer mais ir embora.
Coisas a fazer, desejos a desejar, objetivos a ser alcançados, e nada aparece através dessa névoa espessa.
Era eu na tarde vazia há anos atrás, ninguém ao meu redor, só as árvores para quem sussurrei uma melodia pequena; sentei na calçada para desenhar, perfumes e lembranças preencheram meus olhos, minha mente perdida; como sempre, tudo foi há uma vida inteira passada, quando aos devaneios eu me permitia;
hoje relembro pouco do que era, e ainda existem espinhos que doem e parecem não ser curados jamais; quem sabe uma outra vida inteira, quem sabe..
Neste deslocado inverno, o frio se instala dentro de mim e não quer mais ir embora.
Coisas a fazer, desejos a desejar, objetivos a ser alcançados, e nada aparece através dessa névoa espessa.
Era eu na tarde vazia há anos atrás, ninguém ao meu redor, só as árvores para quem sussurrei uma melodia pequena; sentei na calçada para desenhar, perfumes e lembranças preencheram meus olhos, minha mente perdida; como sempre, tudo foi há uma vida inteira passada, quando aos devaneios eu me permitia;
hoje relembro pouco do que era, e ainda existem espinhos que doem e parecem não ser curados jamais; quem sabe uma outra vida inteira, quem sabe..
- Mood:
devious - Music:royksopp - what else is there
"And if the music stops, there's only the sound of the rain"; esse trecho de Bravado tem estado na minha cabeça há dias (meses?), e se torna real a cada tarde; chuva, chuva, e aqui dentro, a música.
Mas hoje, e em alguns outros dias, a chuva trouxe o velho cheiro que eu sentia quando morávamos mais perto de um dos rios moribundos que circundam a cidade; coisas mortas e quase esquecidas, que se arrastam para fora dos bueiros quando a chuva os enche.
Mas hoje, e em alguns outros dias, a chuva trouxe o velho cheiro que eu sentia quando morávamos mais perto de um dos rios moribundos que circundam a cidade; coisas mortas e quase esquecidas, que se arrastam para fora dos bueiros quando a chuva os enche.
- Mood:
pensive
Ou ao menos faltavam oito minutos quando comecei a escrever.
Desde sexta descobri o canal de rock clássico da net, e desde então, música sem parar pelo menos umas 12 horas por dia! Ah, música boa, ótima para trabalhar (que remédio, já que não posso só ficar jogando videogame).
Li no jornal que a primavera será chuvosa. O inverno já foi assim, esse ano todo está sendo, e agora mais chuva? Chato, chato, chato.....flores recem nascidas destroçadas pelo vento, brotos encharcados..soa bastante promissor.
Desde sexta descobri o canal de rock clássico da net, e desde então, música sem parar pelo menos umas 12 horas por dia! Ah, música boa, ótima para trabalhar (que remédio, já que não posso só ficar jogando videogame).
Li no jornal que a primavera será chuvosa. O inverno já foi assim, esse ano todo está sendo, e agora mais chuva? Chato, chato, chato.....flores recem nascidas destroçadas pelo vento, brotos encharcados..soa bastante promissor.
Hoje comprei duas sandálias novas, bem adultas. Uma da barbie e outra da hello kitty, ambas Melissa. Ótimas, e falo 'bem adultas' galhofeiramente, então não estou nem aí. Na hora de experimentar, isso me veio à cabeça: oh mas são infantis? Óbvio que não. Ou sim, se cada um quiser assim. Podem olhar pro meu pé e me reprovar, mas tais pessoas pagam minhas contas?
Graças aos deuses da não-burocracia, não preciso desses terninhos pretos medonhos nem necessito trabalhar de camisetinhas com manga e roupinhas brancas e comportadas. Argh! Talvez as burocracias fossem menos burocráticas se os 'casual day' fossem 'everyday! Vestir-se de 'adulto' é limitante e burrinho também. Aposto que a maioria das roupinhas comportadas esconde monstros.
Não falo de uniformes, isso é outra questão. Me refiro ao 'você tem 20 anos, vista-se como mulher' (ou homem). Por que, se toda unanimidade é imbecil?
Talvez seja essa necessidade de rótulos e julgamentos inerente às pessoas, mas enfim, é triste.
Um amigo meu foi mal atendido numa loja de celulares porque estava sujo depois de uma aula de artes. Minha irmã levantou muitos olhares suspeitos no mestrado ao usar cadernos de bichinhos.
Pobreza de espírito e falta de imaginação, fazendo o mundo pior desde +-2000 a.C.
U_U
Graças aos deuses da não-burocracia, não preciso desses terninhos pretos medonhos nem necessito trabalhar de camisetinhas com manga e roupinhas brancas e comportadas. Argh! Talvez as burocracias fossem menos burocráticas se os 'casual day' fossem 'everyday! Vestir-se de 'adulto' é limitante e burrinho também. Aposto que a maioria das roupinhas comportadas esconde monstros.
Não falo de uniformes, isso é outra questão. Me refiro ao 'você tem 20 anos, vista-se como mulher' (ou homem). Por que, se toda unanimidade é imbecil?
Talvez seja essa necessidade de rótulos e julgamentos inerente às pessoas, mas enfim, é triste.
Um amigo meu foi mal atendido numa loja de celulares porque estava sujo depois de uma aula de artes. Minha irmã levantou muitos olhares suspeitos no mestrado ao usar cadernos de bichinhos.
Pobreza de espírito e falta de imaginação, fazendo o mundo pior desde +-2000 a.C.
U_U
- Mood:
awake - Music:hey, aqualung! feeling like a dead duck
Quinta feira, a noite prestes a cair, e eu observava o vai e vem das pessoas na rua. Mulheres, mulheres passando, quantas mulheres! Teriam os homens desaparecido do planeta? Eis que uma hora surge um casal, e o menino puxa a namorada apaixonadamente e lá eles ficam, na calçada, num beijo de virar as cabeças dos transeuntes. As folhas voavam, pássaros iam embora, e logo o casal também se foi. A noite caiu, rápida e azul, e meus pensamentos continuaram a pairar sobre e a respeito do mundo, se transformando nos muitos sonhos que tive durante o sono.
- Mood:
exhausted
De Twin Peaks a filme antigo de zumbis, e livros de vampiros. Não é a toa que meus sonhos tem sido dos mais bizarros, com pessoas mortas em estradas, e anões que adoto como filhos. Infelizmente tudo já foi roteirizado de alguma forma, e eu não iria conseguir ganhar dinheiro com minhas idéias oníricas. Pena.
- Mood:
blank
Duas horas sem luz. E fez-se o estrago. Se antes eu estava entretida, trabalhando e preocupada com os prazos, agora tudo é descaso. Dormi um minuto, ou foram dez? mas tudo demorou muito a passar. Compus poesias para a luz das velas (preciso comprar mais, essas já estão no fim), a chuva veio, foi embora e voltou outra vez; só para assustar as pessoas, alagar as ruas e me deixar temerosa de arquivos perdidos ou computadores queimados.
- Mood:
sick - Music:seawinds - therion
Arrumava ainda agora umas coisas, em pé, e pensei: só os mais velhos ficam cansados, ou tem direito a isso, e querem sentar o tempo todo? Porque, ao pensar nisso, lembrei de certo episódio no segundo grau: visita à estação de tratamento de água da cidade, para estudo; na sala onde o cara dava explicações todos estavam em pé, e eu vi uma cadeira, talvez a única do recinto, puxando-a para mim e nela sentando. Todos riram! Coisa mais imbecil de se fazer, o que tem de mais em sentar numa prosaica cadeira?
Outro episódio, porque então as lembranças do segundo grau vieram aos borbotões: no laboratório, durante uma aula, me pregaram às costas um papel - chute-me - e até minhas "amigas" foram as primeiras a tal! Antes de descobrir o papel, chutei quem me chutava de volta, oras, por que faziam isso?
Mas depois, só aquele pequeno sentimento amargo, ou ressentimento. Essas pequenas sensações que ficam guardadas por anos e de repente afloram, apenas para rir da cara dos que nos destrataram e agora se ferram, nos pequenos rancores que nos alimentam e nos matam..
Outro episódio, porque então as lembranças do segundo grau vieram aos borbotões: no laboratório, durante uma aula, me pregaram às costas um papel - chute-me - e até minhas "amigas" foram as primeiras a tal! Antes de descobrir o papel, chutei quem me chutava de volta, oras, por que faziam isso?
Mas depois, só aquele pequeno sentimento amargo, ou ressentimento. Essas pequenas sensações que ficam guardadas por anos e de repente afloram, apenas para rir da cara dos que nos destrataram e agora se ferram, nos pequenos rancores que nos alimentam e nos matam..
- Mood:
mischievous
Não sei se era folha, ou borboleta, mas voou por um instante, passou pela janela e por mim, atravessou os anos todos que se acumulam; ouço a música que conheci no primeiro ano na universidade, -os plátanos se enchendo de pequenas folhas verdes para depois perdê-las na poética secura do inverno- e nada permanece. Nem a música levanta as lembranças, nem as lembranças se tornam algo indelével, mas mutável, passível de infindáveis explicações.
Dream Theater mudou, também. Embora as músicas que mencionei fossem de 1992, as de hoje soam um pouco piores para mim. Talvez por serem vazias. Cada nota precisa de um reflexo do lado de cá para fazer sentido e ser lembrada por seu significado.
Dream Theater mudou, também. Embora as músicas que mencionei fossem de 1992, as de hoje soam um pouco piores para mim. Talvez por serem vazias. Cada nota precisa de um reflexo do lado de cá para fazer sentido e ser lembrada por seu significado.
- Mood:
contemplative
Andei umas quadras hoje, pensando no tempo. Tempo perdido, tempo que queremos controlar. O que fazer para com que cada dia pareça útil, e não apenas uma sucessão incessante de segundos desprovidos de sentido?
O tempo a tudo cura e a tudo destrói. O malefício e benefício em uma só face, e isso não é uma virtude dos mais poderosos deuses? Mais forte ainda do que a sabedoria ou o poder, o tempo é dono de tudo.
Me peguei pensando no que fiz até agora e no que pretendo fazer. Estará tudo ao alcance de cada um de nós? Ou existem mesmo sonhos impossíveis a cada condição, e a condição humana sempre opera nas esferas mais inferiores?
Bom, não considero impossível o que sempre sonhei, ou desejei, e acredito, ou apenas sei, que tudo depende de esforço e também de oportunidade. E de estar no lugar certo na hora certa. Dizem que isso talvez seja o desígnio dos astros e a boa fortuna, mas como saber? Sabe-se apenas, e certamente, que a boa fortuna não ajuda aqueles que nada fazem e apenas oram. Seria melhor ser um devoto pasmado e sem ação, ou uma criatura que age por vontade própria segundo as circunstâncias? A cada um cabe a decisão, sabendo-se de antemão que em nossa esfera os milagres não acontecem sozinhos....
O tempo a tudo cura e a tudo destrói. O malefício e benefício em uma só face, e isso não é uma virtude dos mais poderosos deuses? Mais forte ainda do que a sabedoria ou o poder, o tempo é dono de tudo.
Me peguei pensando no que fiz até agora e no que pretendo fazer. Estará tudo ao alcance de cada um de nós? Ou existem mesmo sonhos impossíveis a cada condição, e a condição humana sempre opera nas esferas mais inferiores?
Bom, não considero impossível o que sempre sonhei, ou desejei, e acredito, ou apenas sei, que tudo depende de esforço e também de oportunidade. E de estar no lugar certo na hora certa. Dizem que isso talvez seja o desígnio dos astros e a boa fortuna, mas como saber? Sabe-se apenas, e certamente, que a boa fortuna não ajuda aqueles que nada fazem e apenas oram. Seria melhor ser um devoto pasmado e sem ação, ou uma criatura que age por vontade própria segundo as circunstâncias? A cada um cabe a decisão, sabendo-se de antemão que em nossa esfera os milagres não acontecem sozinhos....
- Mood:
anxious
Mais ou menos 14:30, o horário de começar as aulas; isso foi há tanto tempo, uma outra vida inteira passada, ao que parece. E não vivemos muitas vidas em uma?
Falando em vidas, esqueci de assistir Highlander ontem. Havia deixado escrito num post-it há dias, do lado do teclado, mas pra ele fui incapaz de olhar e dar-me conta. Pfff, esqueci.
Entro no msn e dou-me conta: todas as pessoas usam seus nomes agora, todos abandonaram os nicknames surgidos com o advento da internet no país; eu não. Não havia pensado nisso até há poucos dias atrás. Mais um carimbo para minha carteirinha de obsolescência.
Falando em vidas, esqueci de assistir Highlander ontem. Havia deixado escrito num post-it há dias, do lado do teclado, mas pra ele fui incapaz de olhar e dar-me conta. Pfff, esqueci.
Entro no msn e dou-me conta: todas as pessoas usam seus nomes agora, todos abandonaram os nicknames surgidos com o advento da internet no país; eu não. Não havia pensado nisso até há poucos dias atrás. Mais um carimbo para minha carteirinha de obsolescência.
- Mood:
bored
Blasé-ismo numa tarde cinza de terça, já trabalhei um pouco, já me diverti um pouco, mas minha cabeça dói desde ontem.
Nos livros e na vida do lado de fora, os personagens estão por aí. Mas leio os livros e eles vem me incomodar do outro lado, o dia inteiro passeando por minha cabeça e olhos. Quem sabe se eu escrever sobre ele, o cara me abandona? Ao menos até eu mesma voltar para o livro. Lancelote, o preferido de tantos; um covarde que criava mossas em sua espada para fingir batalhas, um traidor de seu rei. demasiado belo e cabeça vazia para conseguir tomar uma decisão, demasiado fraco para tomar sua própria vida e fazer um favor ao mundo. Quem quer que tenha sido, ou quem quer que o tenha inventado séculos atrás, fez um bom trabalho; ao retratar tantos homens vindouros, talvez não só ele, mas muitos outros, criou um dos mais famosos espelhos de caráter que podemos encontrar na literatura. Claro, uma vez que nos identificamos com alguma pessoa da lenda, do mito, da história, a própria trajetória do herói que tentamos pobremente emular do lado de cá.
Nunca gostei de Lancelote, fato este que provavelmente constata o reconhecimento nele de alguns dos meus próprios defeitos. É sempre assim, desgostamos no outro aquilo que somos covardes o bastante para esconder de nós mesmos, a nossa própria natureza obscura.
A humanidade carece de ritos de passagem.
Nos livros e na vida do lado de fora, os personagens estão por aí. Mas leio os livros e eles vem me incomodar do outro lado, o dia inteiro passeando por minha cabeça e olhos. Quem sabe se eu escrever sobre ele, o cara me abandona? Ao menos até eu mesma voltar para o livro. Lancelote, o preferido de tantos; um covarde que criava mossas em sua espada para fingir batalhas, um traidor de seu rei. demasiado belo e cabeça vazia para conseguir tomar uma decisão, demasiado fraco para tomar sua própria vida e fazer um favor ao mundo. Quem quer que tenha sido, ou quem quer que o tenha inventado séculos atrás, fez um bom trabalho; ao retratar tantos homens vindouros, talvez não só ele, mas muitos outros, criou um dos mais famosos espelhos de caráter que podemos encontrar na literatura. Claro, uma vez que nos identificamos com alguma pessoa da lenda, do mito, da história, a própria trajetória do herói que tentamos pobremente emular do lado de cá.
Nunca gostei de Lancelote, fato este que provavelmente constata o reconhecimento nele de alguns dos meus próprios defeitos. É sempre assim, desgostamos no outro aquilo que somos covardes o bastante para esconder de nós mesmos, a nossa própria natureza obscura.
A humanidade carece de ritos de passagem.
- Mood:
sore
No supermercado, esse paraíso das coisas empacotadas e quimicamente entupidas, tomei conhecimento de uma guloseima (salgada, claro) nova no mercado: *Luluzitos de microondas (nome real oculto, privacidade respeitada), a versão 'microwave-ready'de um famoso salgadinho.
Claro que pegamos logo dois, afinal, ruim não poderia ser. Afinal,também, era um luluzito
(mesmo o chipão de pacote não tem como ser ruim, grudando no céu da boca daquele jeito que só ele sabe fazer...magia da infância).
Voraz no afã de devorar o salgadinho, abro o cantinho do pacote com a tesoura, conforme instruções, e me vem o cheiro..o delicioso cheiro do luluzito de meus tenros anos. Sim, toda a química e os polímeros malditamente gostosos, banidos pela moda do 'sem gordura trans' e 'salgadinhos assados', e essa merda toda do politicamente correto que foi inventada nos anos 2000. O cheiro original do luluzito em questão, em sua glória original.
Foi pro microondas, e voltou. Seco, claro. Uns duros demais, claro, o tempo no microondas não era suficiente, pelo cálculo wattsXtempo/quantidade de produto (ou algum cálculo similar, o que seja), outros queimados demais, vai entender. Salgado em demasia. Eu ficando velha e reclamando em demasia, também. O veredito de que o luluzito novo não vai ser comprado outra vez, já que o original, ou quase original, dá menos trabalho. E ainda é assado!!!(insira sarcasmo aqui), ao invés de atomicamente explodido como o novo.
Apesar do assunto distorcido, sobre o politicamente correto eu tinha intenção de falar.
Todas as coisas que vivíamos nos anos 80, e mesmo 90, tudo foi mudando aos poucos para uma realidade cada vez mais sóbria, sem graça, enrustida. Sim, muita coisa 'errada' era feita, mas parecia, ao menos, ter mais graça. Como os Trapalhões falando de bebida e mulher, em um show (dito) para crianças. Ou fedelhos portando armas e matando monstros em filmes(Monster Squad, "Deu a louca nos Monstros" no Brasil, hahahahah quem é o gênio que inventa esses títulos?).
Hoje nem arminha de plástico pode.
Mas a barbárie continua, senão pior, velada. As pessoas são tão ruins como o eram em décadas passadas, senão piores, por fazerem pose de santas.
Claro que pegamos logo dois, afinal, ruim não poderia ser. Afinal,também, era um luluzito
(mesmo o chipão de pacote não tem como ser ruim, grudando no céu da boca daquele jeito que só ele sabe fazer...magia da infância).
Voraz no afã de devorar o salgadinho, abro o cantinho do pacote com a tesoura, conforme instruções, e me vem o cheiro..o delicioso cheiro do luluzito de meus tenros anos. Sim, toda a química e os polímeros malditamente gostosos, banidos pela moda do 'sem gordura trans' e 'salgadinhos assados', e essa merda toda do politicamente correto que foi inventada nos anos 2000. O cheiro original do luluzito em questão, em sua glória original.
Foi pro microondas, e voltou. Seco, claro. Uns duros demais, claro, o tempo no microondas não era suficiente, pelo cálculo wattsXtempo/quantidade de produto (ou algum cálculo similar, o que seja), outros queimados demais, vai entender. Salgado em demasia. Eu ficando velha e reclamando em demasia, também. O veredito de que o luluzito novo não vai ser comprado outra vez, já que o original, ou quase original, dá menos trabalho. E ainda é assado!!!(insira sarcasmo aqui), ao invés de atomicamente explodido como o novo.
Apesar do assunto distorcido, sobre o politicamente correto eu tinha intenção de falar.
Todas as coisas que vivíamos nos anos 80, e mesmo 90, tudo foi mudando aos poucos para uma realidade cada vez mais sóbria, sem graça, enrustida. Sim, muita coisa 'errada' era feita, mas parecia, ao menos, ter mais graça. Como os Trapalhões falando de bebida e mulher, em um show (dito) para crianças. Ou fedelhos portando armas e matando monstros em filmes(Monster Squad, "Deu a louca nos Monstros" no Brasil, hahahahah quem é o gênio que inventa esses títulos?).
Hoje nem arminha de plástico pode.
Mas a barbárie continua, senão pior, velada. As pessoas são tão ruins como o eram em décadas passadas, senão piores, por fazerem pose de santas.
- Mood:
amused
Já ensaiei escrever sobre isso muitas vezes, outras tantas comecei realmente a escrever, logo abandonando as linhas ao limbo não palpável dos arquivos deletados da internet..
Mas a ida sábado a noite a um show de heavy metal trouxe a tona antigas constatações, nas quais me insiro.
O heavy metal, o rock, como refúgio de todos aqueles que não se encaixam, os misfits.
A sociedade se estruturou de uma forma excludente àqueles que tem menos dinheiro, se vestem de forma diferente, ou apenas pensam um pouco mais na hora de escolher uma música para ouvir. Dessa forma, uma outra espécie de democracia é encontrada em shows e casas noturnas de metal e rock. A 'gordinha'de preto, o careca-cabeludo de jaqueta jeans surrada, o cara muito alto e magro, nerds, e toda uma fauna que simplesmente é alvo de olhares atravessados em qualquer outro ambiente (mesmo dentro de um ônibus ou metrô). Ir a um desses lugares é garantia de não julgamento, uma liberdade que nos é proporcionada pouquíssimas vezes no contato com outras pessoas. Não importa a roupa, a marca do sapato e da bolsa que está carregando, o jeito que arrumou o cabelo. Lá só importa a música, se é isso que se está procurando.
E se a música é mera representação da verdade mais pura, para que querer mais?
Mas a ida sábado a noite a um show de heavy metal trouxe a tona antigas constatações, nas quais me insiro.
O heavy metal, o rock, como refúgio de todos aqueles que não se encaixam, os misfits.
A sociedade se estruturou de uma forma excludente àqueles que tem menos dinheiro, se vestem de forma diferente, ou apenas pensam um pouco mais na hora de escolher uma música para ouvir. Dessa forma, uma outra espécie de democracia é encontrada em shows e casas noturnas de metal e rock. A 'gordinha'de preto, o careca-cabeludo de jaqueta jeans surrada, o cara muito alto e magro, nerds, e toda uma fauna que simplesmente é alvo de olhares atravessados em qualquer outro ambiente (mesmo dentro de um ônibus ou metrô). Ir a um desses lugares é garantia de não julgamento, uma liberdade que nos é proporcionada pouquíssimas vezes no contato com outras pessoas. Não importa a roupa, a marca do sapato e da bolsa que está carregando, o jeito que arrumou o cabelo. Lá só importa a música, se é isso que se está procurando.
E se a música é mera representação da verdade mais pura, para que querer mais?
- Location:Blackmore Rock Bar - SP
- Mood:
amused - Music:Breaking Away - Avantasia
No supermercado, eu e minha listinha de compras anotada em um papel. Sempre faço isso. E da última vez, havia um homem com sua própria lista também, mas em uma espécie de iphone ou palmtop. Olhei pra mão dele, olhei pra minha: eu estava 'tão século passado'! De repente me veio uma epifania. Era isso que os fabricantes do palmtop queriam que eu sentisse exatamente, a sensação de passado, a exclusão da contemporaneidade.
- Music:I Promise - When in Rome
Se a maioria dos posts vai ser sobre lembranças, que seja. Ao menos eu escrevo. Diz um ditado que a felicidade nada mais é do que boa saúde e péssima memória, mas eu ainda prefiro me lembrar bem das coisas.
Estava agora fazendo um café na cozinha, e lembrei das pequenas maldades que já cometi. Coloquei sal no copo dágua da minha avó, de propósito. E ela ainda acreditou que eu talvez quisesse ter posto açúcar, para dar uma aguinha doce para a vovó, e posto o sal por engano. Engano dela. Li que sacolas plásticas não deveriam ficar perto de bebês, por risco de sufocamento, e coloquei sacolas no berço da minha irmã menor. Bom, disso talvez eu já tenha me redimido, ao correr e salvá-la de ser atropelada uma vez na praia. Quebrei o vidro da cristaleira da mãe e menti. Quebrei o bidê do banheiro de uma falecida tia e menti. E sempre manipulava minha irmã do meio, e quem apanhava era ela. Talvez fosse uma espécie de retaliação pelas provocações das pessoas, nas brincadeiras, na escola, em casa. Fui enganada e parodiada um sem número de vezes, e de certa forma, achei vingança em pequenos atos maus.
Estava agora fazendo um café na cozinha, e lembrei das pequenas maldades que já cometi. Coloquei sal no copo dágua da minha avó, de propósito. E ela ainda acreditou que eu talvez quisesse ter posto açúcar, para dar uma aguinha doce para a vovó, e posto o sal por engano. Engano dela. Li que sacolas plásticas não deveriam ficar perto de bebês, por risco de sufocamento, e coloquei sacolas no berço da minha irmã menor. Bom, disso talvez eu já tenha me redimido, ao correr e salvá-la de ser atropelada uma vez na praia. Quebrei o vidro da cristaleira da mãe e menti. Quebrei o bidê do banheiro de uma falecida tia e menti. E sempre manipulava minha irmã do meio, e quem apanhava era ela. Talvez fosse uma espécie de retaliação pelas provocações das pessoas, nas brincadeiras, na escola, em casa. Fui enganada e parodiada um sem número de vezes, e de certa forma, achei vingança em pequenos atos maus.
- Location:yuunagi or evening calm
- Mood:
calm
Olho uns lápis colorido/cintilantes aqui na mesa, e lembro do menino que roubou minha lapiseira amarelinha na terceira série. Era uma lapiseira com um adorável telefone plástico como pingente, bem pequeno e amarelinho também. A lapiseira desapareceu e eu o acusei publicamente, porque ele me fazia caretas e punha sua lígua (enorme e estranha) pra fora me provocando. O fato é que nunca reavi meu bem precioso, e mesmo outros colegas de classe podiam tê-lo roubado de mim sem que eu percebesse. Afinal, era uma escola municipal, qualquer novidade era desejada pelos demais, mesmo que fosse uma lapiseira colorida adquirida na feira. E o ímpeto de roubar era constante. Eu mesma não roubei um clips rosa neon da mochila de uma menina que ficava na minha frente na fila de entrada pra aula? É irrisório, claro, se formos comparar a outras coisas roubadas, mas vai saber se o tal clips não estava pendurado como chaveiro porque era muito especial para ela?
Crianças são mesmo terríveis, e professores, sem tato. Ou pelo menos o eram nas décadas passadas, quando estávamos no primário. Como a professora que levantou o meu caderno e o de outro menino, na frente de todos na sala, comparando o que devia se fazer e o que não, já que o desenho dele estava torto e o meu, retinho. O que o menino deve ter sentido no dia, qual a lembrança que ele guardou disso? Ou ainda pior, a medonha professora de um amigo meu que disse que ele nunca deveria colorir e que não sabia nada a respeito de cores porque era daltônico? A ele eu sei o trauma causado..
Ser professor ainda é o emprego burocrático e enfermo que era tempos atrás? Afinal, trata-se da formação de pessoas, e isso de forma alguma é um trabalho fácil, ou a ser encarado de forma burocrática. Mas quantos professores, ainda na universidade, não me vieram com notas velhas e amassadas, e trabalhos iguais aos de turmas de pelo menos uns três anos anteriores?
Aos professores universitários não se justifica o valor do salário como acomodação. Ao menos não no curso que fiz, poucas aulas e nenhum esforço por parte deles(maioria).
Crianças são mesmo terríveis, e professores, sem tato. Ou pelo menos o eram nas décadas passadas, quando estávamos no primário. Como a professora que levantou o meu caderno e o de outro menino, na frente de todos na sala, comparando o que devia se fazer e o que não, já que o desenho dele estava torto e o meu, retinho. O que o menino deve ter sentido no dia, qual a lembrança que ele guardou disso? Ou ainda pior, a medonha professora de um amigo meu que disse que ele nunca deveria colorir e que não sabia nada a respeito de cores porque era daltônico? A ele eu sei o trauma causado..
Ser professor ainda é o emprego burocrático e enfermo que era tempos atrás? Afinal, trata-se da formação de pessoas, e isso de forma alguma é um trabalho fácil, ou a ser encarado de forma burocrática. Mas quantos professores, ainda na universidade, não me vieram com notas velhas e amassadas, e trabalhos iguais aos de turmas de pelo menos uns três anos anteriores?
Aos professores universitários não se justifica o valor do salário como acomodação. Ao menos não no curso que fiz, poucas aulas e nenhum esforço por parte deles(maioria).
- Mood:
cold
